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Startups brasileiras já receberam US$ 9 bilhões em 2021

O Brasil concentra a maior parte dos US$ 13 bilhões investidos em startups da América Latina neste ano. O que levou o ecossistema nacional a se aquecer?

Por Victor Marques, da CapTable Brasil.

Na contramão das empresas tradicionais, que estão tendo que correr para recuperar a receita perdida durante a pandemia, as startups estão recebendo volume recorde de investimentos. Na América Latina, somente em 2021, segundo relatório do Sling Hub, foram US$ 13 bilhões investidos em startups - desse montante, o Brasil concentra 70% do capital: as startups brasileiras receberam US$ 9 bilhões até o mês de setembro.

Confira o top 5 dos países da América Latina que mais receberam investimentos:

  1. Brasil: US$ 9,238 bilhões (70%)
  2. México: US$ 1,758 bilhão (13%)
  3. Colômbia: US$ 931 milhões (7%)
  4. Argentina: US$ 566 milhões (4%)
  5. Chile: US$ 433 milhões (3%)

Dos US$ 36 bilhões investidos na região desde 2016, o Brasil capturou US$ 22,9 bilhões –  uma prova da relevância das startups do país. O ecossistema brasileiro não é novato na liderança da representatividade dos investimentos na LatAm - desde 2016 o único outro país a concentrar mais de 20% dos investimentos da região foi a Argentina em 2019.

TOP 10 STARTUPS

São 7 startups brasileiras no top 10 das que mais receberam investimento na América Latina. São elas: Nubank (#1, US$ 2,4 bi), C6 Bank (#2, US$ 2,2 bi), Stone (#5 US$ 1,5 bi), Loft (#6, US# 900 milhões), Quinto Andar (#8, US$ 700 milhões), VTEX (#9, US$ 700 milhões) e Gympass (#10, US$ 700 milhões). Juntas, essas startups brasileiras foram responsáveis por somar US$ 9,1 bilhões em investimento, representando 64% de todo o montante investido nos países da região desde 2016.

Mas não são somente as megarrodadas que movimentam o ecossistema brasileiro: foram 2061 rodadas de investimento no Brasil desde 2016, 48% delas foram focadas em captar volumes menores, de até US$ 1 milhão. Essas rodadas menores ocorrem, geralmente, em startups em estágio mais inicial e são elas as responsáveis por produzir as megarrodadas do futuro e criar potenciais unicórnios no longo prazo.

UNICÓRNIOS

Os unicórnios, startups com valor de mercado superior à US$ 1 bilhão, ficaram restritos à Argentina até 2017. Foi em 2018 que eles começaram a aparecer por aqui: foram 7 em um só ano (99, iFood, PagSeguro, Nubank, Arco Educação e Ascenty). Hoje, dos 34 unicórnios da América Latina, 60% são brasileiros.

Esse aumento no número de unicórnios foi protagonizado por investimentos do Softbank na região, se antecipando aos outros fundos que chegaram algum tempo após. A antecipação do conglomerado japonês deu certo, hoje ocupa o topo da lista dos investidores de startups unicórnios, com participação em 13 das 34 startups unicórnios da América Latina.

FUSÕES E AQUISIÇÕES

Outro componente central para o crescimento do ecossistema de startups brasileiro é o aumento das fusões e aquisições (M&A). O aumento do número de transações do tipo aquece o mercado, pois os investidores se sentem atraídos em aportar nas startups do país - por vislumbrar mais uma oportunidade de retorno (exit).

Aqui novamente o Brasil lidera: 83% das startups adquiridas na região são brasileiras. Em 2020 foram 200 adquiridas, em 2021 o país já atingiu 195, devendo superar o ano anterior em breve.

Falando das empresas compradoras, a líder não podia ser outra: o Magalu. A empresa é líder em aquisições na América Latina - foram 25 ao todo. Locaweb (#3, 16 aquisições), iFood (#4, 13 aquisições), B2W (#5, 11 aquisições), VTEX (#6, 9 aquisições), Afya (#8, 7 aquisições) e Méliuz (#10, 7 aquisições).

Magalu comprou Kabum por US$ 3,5 bilhões (foto: divulgação)

Magalu comprou Kabum por US$ 3,5 bilhões (foto: divulgação)

POR QUE IMPORTA?

O ecossistema de startups não tem esse nome por acaso: assim como o uso da palavra na biologia denota, há uma dependência de todas as peças para garantir a sobrevivência e o crescimento desse mercado. Ou seja, os investimentos, aquisições e surgimento de novos unicórnios são interligados e dependem do funcionamento do todo para prosperar.

Os investimentos em rodadas mais iniciais (de até US$ 1 milhão) representam 48% do número de rodadas brasileiras, o que indica que há confiança e uma base sólida de startups sendo investidas para se tornarem os unicórnios do futuro. Na CapTable, a plataforma de investimentos em startups da StartSe, já foram mais de R$ 35 milhões captados, para 18 startups, somente neste ano. Confira as ofertas disponíveis e cadastre-se.

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