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O que é live commerce — e por que é uma tendência de vendas que veio para ficar

A modalidade é um sucesso na China: tem movimentado bilhões de dólares nos últimos anos — e se tornou realidade em outros países, inclusive no Brasil. Entenda.

Por Sabrina Bezerra

Fazer transmissões ao vivo pela internet para apresentar produtos à internautas. Essa é a proposta do live commerce. A modalidade é um sucesso na China: tem movimentado bilhões de dólares nos últimos anos. Mas foi a pandemia de coronavírus que acelerou o método — inclusive no Brasil.

Para Daniel Arcoverde, co-fundador da Netshow.me, empresa especializada em transmissões profissionais ao vivo pela internet, “essa é a grande inovação após o surgimento do smartphone." Segundo ele, com o surgimento dos aparelhos, as pessoas passaram a comprar por meio de aplicativos e sites de empresas. Hoje, quem toma esse lugar de última revolução quando o assunto é loja online, é “o live commerce”, afirma Daniel.

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O QUE É LIVE COMMERCE?

A modalidade também é conhecida como live stream shopping e shop streaming. Trata-se, basicamente, de uma experiência de compra em que as vendas são feitas por meio de transmissão ao vivo pela internet. O formato permite interação entre o porta-voz da empresa (normalmente influenciadores digitais) e os clientes que, em tempo real, podem tirar as suas dúvidas sobre os produtos por meio de bate-papo interativo. 

Além disso, o live commerce também oferece ferramentas capazes de direcionar o consumidor — se houver interesse de compra — para o aplicativo ou site da marca. A gamificação (uso de técnicas de design de jogos) também pode ser usada durante a transmissão ao vivo para melhorar a experiência do usuário durante o evento.

LIVE COMMERCE CHINA E BRASIL

Apesar da modalidade ter feito barulho em muitos países no último ano, o live commerce (no formato que explicamos no tópico acima) surgiu em 2016 na China e cresceu exponencialmente em 2019 — início da epidemia de coronavírus. É o que afirma In Hsieh, CEO do Chinnovation. Ainda em 2019, “o método já correspondia 10% do varejo online da China (faturou US$ 63 bilhões). Ou seja, se o live commerce chinês fosse um país, seria cinco vezes maior que o e-commerce brasileiro inteiro em 2019", disse In. 

Exemplo do bom negócio é a plataforma Alibaba Taobao Live, site de compras do grupo Alibaba, que somente em junho do ano passado, durante o festival de descontos promovido anualmente pela China, faturou cerca de US$ 740 milhões em produtos em apenas um dia durante o live commerce. “Se o Brasil conseguir replicar a metodologia [e tecnologias] da China, esse também será o sucesso do país”, disse Yan Di, country manager do AliExpress no Brasil, em entrevista à StartSe. Além do live commerce, a chinesa Alibaba fechou parceria com a Nuvemshop para oferecer a modalidade de venda por meio dropshipping.

No Brasil, empresas como Americanas, Dengo, Multiplan e Submarino também passaram a vender por meio desta modalidade.

Live de vendas da gigante chinesa Pinduoduo (foto: divulgação)

POR QUE O LIVE COMMERCE É UMA TENDÊNCIA QUE VEIO PARA FICAR

Na década de 1990, um modelo parecido acontecia na TV. Quando empresas como Polishop mostravam seus produtos em canais de televisão. “Não era um live commerce, mas tinha ali uma experimentação que ajudava a ver como o produto funcionava", diz Daniel. E trazia vendas. Agora, a experiência é online — e com uma interação mais inclusiva.

Segundo Daniel, a modalidade tem o “poder de gerar ação em tempo real e conversão em vendas. Ou seja, trata-se de uma experiência de compra que aumenta muito a taxa de conversão", diz ele. 

Yan conta que “não só é tendência, mas tem uma aplicabilidade muito rápida não só para grandes negócios, para grandes setores, mas também para a economia inteira, para qualquer área do varejo."

Além disso, vale lembrar que o e-commerce tem crescido em todo o mundo. No Brasil, por exemplo, de acordo com o índice MCC-ENET, feito pelo Comitê de Métricas da Câmara Brasileira da Economia Digital (camara-e.net) em parceria com o Neotrust Movimento Compre & Confie, no ano passado, as vendas online cresceram 73,88% em comparação com 2019.

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