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Nubank: do cartão ao banco, um passo a passo para o sucesso

Veja como a fintech construiu sua história de sucesso e busque inspiração para fazer a sua!

Por Tainá Freitas

Oito anos após sua fundação, o Nubank atingiu o valor de mercado de US$ 25 bilhões. A fintech recebeu um aporte de US$ 400 milhões, tornando-se a quarta maior instituição financeira da América Latina. Sua avaliação superou a do Banco do Brasil e é igual a do Santander no país.

Ao longo de sua trajetória, o banco digital se destacou pelos serviços descomplicados e atendimento ao cliente. Atualmente, atende mais de 34 milhões de usuários (a efeito de comparação, o Itaú atende mais de 56 milhões) e já está presente no México, Argentina e Colômbia. Desde o início, o objetivo da companhia é democratizar os serviços financeiros – e o Nubank segue nesta missão.

Como podemos aprender com uma das maiores instituições financeiras do mundo? Entenda no passo a passo de evolução da companhia:

2013: o início de tudo

O Nubank foi criado em 2013 pelo colombiano David Vélez, o americano Edward Wible e a brasileira Cristina Junqueira. David Vélez veio ao Brasil quando se tornou sócio da Sequoia Capital e passou a ser responsável pelos investimentos da companhia na América Latina.

Cristina Junqueira trabalhou em consultoria estratégica e em bancos tradicionais, quando decidiu que gostaria de fazer diferente e se juntou aos dois fundadores. Edward Wible, responsável pela tecnologia na fintech, também trabalhou com consultoria e em empresas tech.

2014: o primeiro produto

O cartão de crédito foi o primeiro produto do Nubank — e o que o tornou conhecido pelo Brasil. As diferenças frente às alternativas tradicionais eram nítidas desde o design até a possibilidade de pedir e realizar sua gestão completamente online. A cereja do bolo foi o preço, uma novidade à época: o cartão de crédito não tinha anuidade. Hoje, o produto se mantém da mesma forma.

Em setembro de 2014, quando os primeiros clientes estavam começando a utilizar o produto, o telefone do atendimento tocava diretamente no celular de Thaís Starling, independente do dia ou horário. Ela foi a segunda mulher a entrar no Nubank, após a própria Cristina Junqueira. Em uma entrevista à StartSe, ela contou que o objetivo era que os clientes se tornassem fãs e se apaixonassem pela empresa. A empresa continua reconhecida por esses pontos.

2015: investimentos e WOW

Em 2015, a empresa recebeu um investimento série B de US$ 30 milhões — um presságio do que continuaria acontecendo nos anos seguintes. Neste ano, também aconteceu o primeiro “WOW” — quando clientes recebem presentes relacionados a alguma experiência. Neste caso, a cliente recebeu, de surpresa, um brinquedo de cachorro (roxo, é claro), após relatar que sua cadela havia comido seu cartão.

2016: planejando a NuConta

Foi apenas dois anos depois do lançamento do cartão de crédito que o Nubank começou a desenhar um novo produto. Em 2016, a empresa começou a planejar a NuConta, sua conta digital.

A empresa também recebeu outro investimento: desta vez, de US$ 52 milhões, em uma rodada série C.

2017: lançamento da NuConta

O lançamento da NuConta aconteceu apenas em 2017, de forma progressiva. A empresa criou uma campanha que ironizava símbolos dos bancos tradicionais: a típica porta-giratória se tornou uma “peça de museu”, exposta na Pinacoteca de São Paulo. Assim como o cartão de crédito, a abertura de conta era (e continua) totalmente online e sem taxas.

2018: unicórnio

Em 2018, o Nubank se tornou o segundo unicórnio brasileiro. Isto é, startup avaliada em US$ 1 bilhão. Ela ganhou este título em fevereiro, logo após a 99 (que foi adquirida pela chinesa Didi Chuxing). A fintech alcançou esse valor de mercado após uma rodada série E de US$ 150 milhões.

Em 2018, os aportes no Nubank atingiram a casa de três dígitos. Neste ano, a empresa já ocupava o escritório atual, localizado na Rua Capote Valente, em São Paulo. São 9 mil m² com direito a rooftop, pet friendly, biblioteca e mais.

Veja por dentro do Nubank:

2019: expandindo as fronteiras

Foi em 2019 que a fintech superou alguns marcos. A empresa atingiu 12 milhões de clientes, mas não parou por aí! 

A empresa anunciou o início de sua expansão internacional, começando pelo México e Argentina. A companhia escolheu países da América Latina devido a similaridades culturais e de necessidades. No México, a companhia iniciou pelo mesmo caminho, passando a ofertar o cartão de crédito.

Já no Brasil, a companhia também passou a “rechear” a NuConta, passando a oferecer empréstimos pessoais.

2020: aquisições e muito mais

A expansão internacional continuou acontecendo em 2020, mesmo em meio à pandemia. Desta vez, o país escolhido foi a Colômbia, onde nasceu David Vélez.

Em terras tupiniquins, a companhia realizou sua primeira aquisição, no modelo “acqui-hiring”, em que o foco é a contratação dos funcionários. O Nubank adquiriu a Plataformatec para integrar os desenvolvedores ao seu time de tecnologia.

A compra de outras empresas continuou em setembro de 2020. Desta vez, foi da plataforma de investimentos Easynvest e da empresa americana de tecnologia Cognitect. 

E não acaba por aqui: no ano passado, a companhia recebeu um investimento de US$ 300 milhões. Já em seu portfólio de produtos, foi a vez de lançar o seguro de vida dentro da NuConta. Confira a análise da StartSe sobre o caso:

2021: briga de gigantes

2021 está apenas no início, mas o Nubank começou com o pé direito. A empresa comemorou ter atingido 34 milhões de clientes (mais do que o dobro dos 12 milhões de clientes de 2019!) e uma rodada de investimentos série G de US$ 400 milhões.

Agora, a fintech se aproxima cada vez mais do tamanho dos bancos tradicionais. Avaliada em US$ 25 bilhões, a companhia superou o valor de mercado do Banco do Brasil; se equipara ao Santander e está cada vez mais próxima do Itaú (inclusive em número de clientes).

É através dos detalhes que podemos aprender com o Nubank. Ao analisar sua trajetória, é visível o cuidado e o tempo de lançamento entre um produto e outro; a consistência ao levantar investimentos e a internacionalização através de países mais semelhantes ao Brasil.

A companhia nos mostra que a pressa é importante, mas nos lugares corretos: no atendimento ao cliente e na construção de uma marca persistente. Neste ano, foi considerado o banco mais querido pelos consumidores brasileiros e uma das dez marcas mais amadas no país em 2020, de acordo com a pesquisa eCGlobal.

 

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