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Loggi – como a startup de entregas foi de case de sucesso a unicórnio

Como a startup de entregas virou referência em inovação e crescimento. Entenda como ela quer se tornar a maior empresa do segmento no país.

Por Belisa Frangione

A história da Loggi

Fabien Mendez, fundador e presidente da Loggi, nasceu em Le Bosc, um pequeno vilarejo na Riviera Francesa. Na adolescência, ele se mudou para a Espanha, o que fez saltar seu cosmopolitismo e interesse pelo mundo dos negócios.

Como muitos fundadores de startups, Mendez é oriundo do mercado financeiro. Em 2009, após concluir a graduação em economia e direito e o mestrado em finanças na Sciences Po, em Paris, ele iniciou a trajetória profissional como analista de fusões e aquisições no J.P. Morgan também na Cidade Luz.

No entanto, dois anos antes, Fabien havia feito um intercâmbio na FGV-SP, quando se apaixonou pela cidade e pelo país. Mais tarde, retornou ao Brasil em definitivo para trabalhar como executivo do BNP Paribas, o maior banco de investimentos da França.

Fabien Mendez, fundador e CEO da Loggi (foto: divulgação/Loggi)

Cansado daquela realidade, a primeira experiência empreendedora no mundo digital foi com o GoJames, em 2012, um aplicativo semelhante à Uber, antes desta atuar no país. O negócio durou pouco mais de seis meses e não sobreviveu à burocracia e à falta de regulamentação no setor – que veio a se alterar com a própria Uber anos mais tarde.

Em 2013, caminhando pela Avenida Nove de Julho, na capital paulista, veio a epifania para criar a Logg. Ouviu os intermitentes “bip, bip, bip, bip” dos motociclistas em trânsito, e passou a contar a batelada de profissionais munidos de baús de entrega em seus veículos.

No início, a empresa realizava apenas entregas de documentos e, em dois anos, expandiu seus horizontes e captou recursos para atender novas demandas. Em 2015, a Loggi entrou para o segmento de entregas para o e-commerce e desde então configura entre as principais aliadas do setor. E desde 2017 tem atuado nas entregas de alimentos, com parcerias e clientes como Rappi e ifood.

Em junho de 2019, a Loggi se tornou o mais novo unicórnio brasileiro, como são chamadas as novas empresas  avaliadas em US$ 1 bilhão. A startup atingiu este valor de mercado após uma rodada de investimentos no valor de US$ 150 milhões, feita pelos fundos de investimento SoftBank, GGV Capital, Fifth Wall e Velt Partners, além da Microsoft.

Ao todo, a Loggi já captou cerca de R$ 2 bilhões em aportes, com investidores como SoftBank, Microsoft, GGV Capital, IFC, Dragoneer, Kaszek, Monashees, Qualcomm Ventures, Iporanga Investimentos, CapSur Capital, Fundo Verde  e Sunley House.

Entregador Loggi (foto: divulgação/Loggi)

O que a Loggi faz?

A Loggi cria centros de distribuição estratégicos pelo país e otimiza rotas de tráfego a partir deles.

Com o uso de inteligência artificial, as encomendas são analisadas, coletadas e alocadas no modal adequado, até serem definitivamente enviadas por motofretistas, vans, carros e transferência aérea. O objetivo é sempre o mesmo: chegar no mesmo dia ou no máximo no dia seguinte.

A empresa conecta qualquer pessoa ou empresa que precise enviar ou receber um pacote a uma rede de mais de 40 mil entregadores autônomos que realizam essa entrega em diferentes tipos de veículos.

Por meio de cross-dockings, agências e seu programa de parceria Leve – transportadoras associadas da Loggi, responsáveis pelas entregas em suas regiões específicas –, a empresa consegue acessar toda a malha nacional e cumprir todo ciclo da jornada de um pacote, desde a coleta até a entrega. A empresa realiza cerca de 300 mil entregas por dia, com atuação em mil municípios do Brasil. Até o final de 2021, a Loggi pretende abranger cerca de 3.000 municípios.

Como a Loggi inovou?

“Às vezes, as coisas mais óbvias estão na nossa frente e não observamos por costume. Se eu não poderia transportar pessoas por um aplicativo de carros, então vou transportar produtos via motocicletas”, diz Fabien.

Em 2018, três meses depois de atingir o breakeven, a startup recebeu o investimento de R$ 400 milhões do Vision Fund, fundo do grupo japonês Softbank. Nos anos anteriores, a empresa já captou cerca de R$ 100 milhões em outras rodadas com fundos diversos como Monashees, Qualcoom Ventures, Dragoneer Investment Group.

A Loggi criou uma complexa malha logística que atende desde entregas locais até entregas por todo o território nacional, com coleta de pequenos e grandes e-commerces, transferência para as cidades de destino e entregas ao consumidor final.

Com sistematização bem estruturada e investimentos constantes em tecnologia e expansão regional, a empresa se tornou uma importante aliada para o segmento de e-commerce no Brasil.

Por que a Loggi é case de sucesso?

A expansão dos negócios da Loggi está baseada na ampliação do seu modelo de agência (pontos de onde saem as entregas para os consumidores), no crescimento do serviço de delivery, dado que segundo a empresa o brasileiro cozinha cada vez menos em casa, e no aumento do atendimento às operações de varejo online.

Em 2019, a Loggi e o iFood assinaram um acordo com a Prefeitura de São Paulo para viabilizar maior segurança aos entregadores. O pacto encerra com qualquer bônus para entregadores que realizem mais corridas no menor tempo possível. Além do fim da bonificação, os entregadores poderão realizar cursos de direção defensiva e pilotagem segura oferecidos pelo Centro de Treinamento e Educação de Trânsito da CET (CETET).

A empresa registra, desde 2013, o dobro de volume ano após ano. E, em 2020, quando o Brasil começou a enfrentar o primeiro pico da pandemia da Covid-19 e as compras online ganharam força entre os consumidores, a empresa cresceu +360% vs 2019.

Centro de distribuição da Loggi em Cajamar (foto: divulgação/Loggi)

Como é a gestão na Loggi?

Os desafios para o CEO são constantes e se atualizam a cada trimestre, seja na elaboração de um novo produto com marketfit, na formulação de uma cultura forte ou na tentativa de levantar capital. “O maior desafio foi não fechar a Loggi nesses cinco anos. Empreender uma startup é correr o risco de morrer a todo momento”, afirma Fabien.

Em março de 2021, anunciou uma captação bilionária de R$ 1,15 bilhão, que estimulou a empresa a planejar a adição de centenas de funcionários à sua base atual de 2 mil e a abertura de mais sete centros logísticos ainda neste ano.

Escritório da Loggi em São Paulo (foto: divulgação/Loggi)

O que a Loggi pode te ensinar?

Para o fundador, o empreendedorismo pode ser sintetizado em dois aspectos: curiosidade e vontade de resolver problemas “com elegância”, ambas para facilitar a vida das pessoas.

Expandir os negócios pode ser estratégico. A Loggi atende não só delivery de comida como bancos, escritórios de advocacia e e-commerce, que utilizam a empresa para uma entrega de produto ou até retirada de documentos.

A satisfação de seus colaboradores é fundamental. A empresa tenta manter uma média na quantidade de parceiros para que todos tenham trabalho igualmente. 

A inovação e a tecnologia podem e devem causar impactos positivos na sociedade. Por meio de seu serviço, busca democratizar o acesso à logística e incentiva que mais empresas sigam o caminho para comunicar e entregar soluções com propósitos para a população.

Ficha

Nome: Loggi

Ano de fundação: 2013

Origem: Pela vontade do CEO de empreender em um mundo digital sem burocracia

Valor de mercado: Não compartilhado

CEO: Fabien Mendez