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Gestão de negócio: 7 modelos de empresas exponenciais

Entenda o que é uma empresa exponencial e conheça os tipos que já existem no mercado.

Por João Gobira

Quando uma empresa começa a dar seus primeiros passos, é evidente que ela deseja estar entre as maiores de seu setor. Para tal, ela busca uma gestão de negócio impecável, que pavimente o caminho para atingir o objetivo proposto.

É difícil dizer que há uma receita de bolo neste quesito, cujos passos, quando aplicados, resultam automaticamente em uma empresa que se torna um dos maiores (ou o maior) players de seu segmento, mas alguns passos se repetem naquelas que crescem exponencialmente.

A definição de tais companhias não poderia ser diferente de organizações exponenciais, aquelas que atingem resultados absurdamente elevados, capazes de fazer até mesmo os maiores entendedores de gestão empresarial abrirem um sorriso de orelha a orelha.

A trajetória é longa e envolve alguns desafios, de fato, mas certamente vale a pena percorrê-los, tendo em vista que o resultado será ter a sua empresa entre as principais em seu segmento, além de um faturamento superior até ao das suas expectativas mais otimistas para um negócio de sucesso.

O QUE SÃO EMPRESAS EXPONENCIAIS?

Empresas exponenciais são aquelas cujo impacto causado no mercado é imensamente maior que o de outras empresas que adotam modelos tradicionais de gestão.

Este é um termo bem recente, já que nasceu em 2014, no livro “Organizações exponenciais: por que elas são 10 vezes melhores, mais rápidas e mais baratas que a sua (e o que fazer a respeito)”, de Ismail, Michael S. Malone e Yuri van Geest.

Via de regra, tais empresas possuem uma taxa de crescimento até 10x maior do que suas concorrentes, o que naturalmente atrai muitos olhares interessados e curiosos a respeito de seu funcionamento.

O curioso é que os números podem nos fazer tomar conclusões precipitadas, o que não se sustenta ao entender a fundo o que tais organizações têm em comum.

CARACTERÍSTICAS COMUNS ENTRE AS ORGANIZAÇÕES EXPONENCIAIS

Acredite: você realmente será pego de surpresa quando conhecer as semelhanças entre as empresas exponenciais!

MENOS ESTRUTURA, MAIS TECNOLOGIA

Apple MacBook (foto: Tianyi Ma on Unsplash)

Quem olha para os números pode pensar que a capacidade estrutural das organizações exponenciais é muito maior que a da concorrência, o que a permite obter resultados tão massivos, mas a verdade é justamente o contrário.

As empresas exponenciais atingem tais resultados com recursos consideravelmente menores do que as outras companhias, o que se dá principalmente pelo uso de novas tecnologias, em especial as digitais.

É fato que, no passado, ter um número maior de funcionários tendia a resultar em um desempenho também maior. Uma montadora de automóveis com 1.000 funcionários provavelmente entregaria um montante bem mais significativo ao final do mês do que outra que tinha apenas 100 funcionários, por exemplo.

Ocorre que o passado não era provido das mesmas tecnologias de hoje, época em que não é mais necessário ter tantas pessoas. Robôs inteligentes e altamente precisos substituíram boa parte da força de trabalho humana, sem abrir mão da qualidade e da agilidade – pelo contrário, com ganhos sensíveis em tais áreas.

Portanto, o intenso uso da tecnologia se faz presente na gestão de negócio das companhias exponenciais, o que as proporciona um nível de produtividade e eficiência muito maior do que a concorrência.

GRÁFICO HOCKEY STICK

Gráficos de desempenho (foto: Lukas Blazek/Unsplash)Gráficos de desempenho (foto: Lukas Blazek/Unsplash)

Embora seja mais uma consequência que uma atitude, o gráfico de crescimento das organizações exponenciais tendem a ter o mesmo formato: o hockey-stick, ou taco de hóquei.

No começo, o gráfico é praticamente reto, sem grandes aumentos, mas, com o passar do tempo, a curva se torna ascendente e constante, justamente o formato de um taco de hóquei.

Quando isso acontece, é sinal de que os resultados estão sendo altamente satisfatórios, ou seja, exponenciais.

6 D'S DO CRESCIMENTO EXPONENCIAL

Mesa de trabalho com computador (foto: Javier Quesada/Unsplash)

Identificar se a gestão de negócio de uma empresa é digna das organizações exponenciais ou não se torna muito mais fácil ao procurar pelos seguintes “D’s”:

Digitalização: ocorre quando o produto ou segmento passa pela influência de se tornar digital, seja isto de maneira total ou parcial, o que está alinhado com as demandas de nossa sociedade atual.

Decepção: o crescimento apresentado no início é inferior ao que se imaginava, dadas as grandes expectativas que existiam para aquele produto ou serviço.

Disrupção: acontece no momento em que o produto ou serviço passa a se mostrar como mais interessante para o seu público, ou seja, o início da trajetória exponencial. Geralmente, o crescimento nesta fase excede as expectativas.

Desmaterialização: o segmento de atuação daquela empresa dá indícios de que abandonará o modelo tradicional e passará a adotar o modelo atualizado, geralmente digital, ou seja, o mercado se movimenta em um sentido diferente.

Desmonetização: o crescimento já é tão grande que o custo de distribuição daquele produto ou serviço torna-se mais barato. Assim, as empresas podem oferecer suas soluções a valores consideravelmente baixos.

Democratização: por fim, quase todas as pessoas interessadas têm acesso ao produto ou serviço oferecido, já que o custo é bem baixo e o acesso é simples. Aqui, a empresa atingiu um excelente patamar de mercado.

As empresas exponenciais tendem a apresentar todos estes pontos, embora possam estar em diferentes etapas de acordo com o andamento do processo.

LEI DE MOORE

Mulher ao lado de servidores (foto: Christina @ wocintechchat.com/Unsplash)

No ano de 1965, o químico estadunidense Gordon Moore fez uma previsão a respeito do ritmo da revolução digital. À época, ele disse que o poder de processamento dos computadores dobraria a cada 18 meses.

Desde então, esta ficou conhecida como a Lei de Moore, que também pode ser vista no ritmo de crescimento bastante acelerado das empresas exponenciais, cujo comportamento é bastante similar.

LEI DE ACELERAÇÕA CONVERGENTE

Teclado de computador (foto: Daniel Josef/Unsplash)

Em suma, esta lei, traduzida livremente do termo “Law of Accelerating Convergence”, diz que as tecnologias exponenciais se unem para multiplicar seu poder.

Ao olhar para tal definição, fica claro como ela se relaciona com a gestão de negócio das organizações exponenciais, fortemente baseadas no uso da tecnologia e que certamente se beneficiam do uso de várias delas para um crescimento bem acelerado.

7 ORGANIZAÇÕES EXPONENCIAIS E SEUS MODELOS DE GESTÃO DE NEGÓCIO

No título, nós dissemos que comentaríamos sobre 7 empresas exponenciais, mas é ainda melhor, pois você conhecerá um número ainda maior delas.

A página Top 100 ExOs, do site Exponential Organizations, fez um levantamento das 100 maiores organizações exponenciais do mundo. Veja quais são as 7 que se destacam em termos de gestão de negócio e que são muito conhecidas pelo público em geral são as seguintes, agora sem uma ordem respectiva:

1 – Airbnb: serviço online comunitário em que os usuários podem anunciar, descobrir e reservar acomodações, hospedagens e experiências por todo o mundo, sem a necessidade de nenhum intermediário, o que pode se reverter como uma renda extra (ou até mesmo principal) para os envolvidos, além de cortar custos para os interessados em alugar.

2 – Uber: prestadora de serviços de transporte privado urbano, em que os usuários podem solicitar um carro de onde estiverem, bastando inserir o local que estão e o destino desejado. Os interessados em dirigir também podem fazê-lo como uma forma de obtenção de renda extra ou principal, com custos geralmente menores que os táxis.

3 – Google: empresa que desenvolveu o buscador mais utilizado do mundo, além de ter uma série de outros produtos e serviços, como AdWords, AdSense, Maps, Earth e Docs, além de ser a proprietária do Android, principal sistema operacional em número de usuários.

4 – Pinterest: rede social de compartilhamento de fotos, cuja interface remete a um quadro de inspirações, em que os usuários podem tanto compartilhar quanto gerenciar imagens de uma série de assuntos em seus quadros (chamados de boards).

5 – Waze: aplicativo de navegação por satélite que utiliza dados de geolocalização, em conjunto com uma conexão à internet, para ajudar a escolher as melhores rotas, bem como comércios, empresas e outros estabelecimentos. A startup que a desenvolveu, chamada Waze Mobile, foi adquirida em 2013 pelo Google.

6 – Wikipédia: projeto de enciclopédia multilíngue de licença livre, escrito de maneira colaborativa, baseado na web e de acesso gratuito. Administrado pela Fundação Wikimedia, que deseja empoderar e engajar pessoas pelo mundo para a coleta e desenvolvimento de conteúdo educacional para sua disseminação global.

7 – Xiaomi: empresa de produtos eletrônicos que projeta, desenvolve e comercializa celulares, aplicativos e dispositivos em geral, com muitos dos preços mais baixos do que a média de mercado das respectivas categorias. É hoje a terceira maior distribuidora de smartphones do mundo, atrás de Samsung (1ª) e Apple (2ª) e à frente de Lenovo (4ª) e LG (5ª).

Disrupção: a palavra-chave das organizações exponenciais

O significado de disrupção é a interrupção do curso normal de um determinado processo. Porém, na sociedade em que vivemos, o termo é utilizado para indicar algo que quebrou paradigmas e revolucionou o mercado, especialmente no que tange à tecnologia.

Hoje, é praticamente inimaginável um mundo sem a praticidade e versatilidade do Airbnb, a economia do Uber, a inteligência do Google, a abrangência do Pinterest, o auxílio do Waze, o compartilhamento de conhecimento da Wikipédia e os dispositivos tecnológicos da Xiaomi, o que é excelente para o mercado,

Elas foram (e ainda são) disruptivas, bem como outras integrantes da lista de empresas exponenciais, que mudaram a forma com a qual se olha para diferentes segmentos do mercado de uma vez por todas.

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