Inicio

Artigos

Aulas

Cursos

Eventos

Em breve

Programas

Em breve

Podcasts

Em breve

Web Séries

Inicio

Artigos

Aulas

Cursos

Eventos

Em breve

Programas

Em breve

Podcasts

Em breve

Web Séries

Meu Perfil

Sair

Notificações

Nenhuma notificação para mostrar

Favoritos

Nenhum item foi favoritado

B2W compra startup Shipp e plataforma Packk - entenda a tendência dos super apps

A B2W anunciou a compra de duas startups da área de delivery e dá mais um passo em sua estratégia de oferecer um super app - entenda a tendência.

Por Victor Marques

A B2W anunciou a compra das startups Shipp e Packk por valor não divulgado. Ambas as startups eram do Grupo Zaitt e foram adquiridas pela B2W para aumentar a capilaridade nesse nicho de mercado, ou seja, a aquisição faz parte da estratégia da B2W de ser mais relevante no dia a dia dos clientes, oferecendo: Tudo. A toda hora. Em qualquer lugar.

O QUE FAZEM AS STARTUPS? 

Shipp: A Shipp é uma startup de entregas sob demanda que iniciou suas atividades em 2017, na forma de uma alternativa ao tradicional modelo de delivery. O foco da startup é oferecer mais conveniência para os clientes, que, através de um aplicativo, podem fazer pedidos em supermercados, restaurantes, farmácias, pet shops, ou qualquer outro estabelecimento. 

A plataforma já enviou mais de 750 mil pedidos por meio de seus 36 mil entregadores e tem 2.800 estabelecimentos cadastrados. É referência regional (Espírito Santo) no segmento, sendo o segundo maior player local do nicho.

Packk: A Packk tem o objetivo de apoiar empresas na digitalização dos seus negócios. A startup desenvolveu tecnologia proprietária para disponibilizar uma plataforma de entregas rápidas para grandes empresas. A startup atua no segmento de Delivery as a Service, oferecendo toda a logística necessária para desenvolver um e-commerce, desde o atendimento até a entrega.

A Packk já conquistou grandes clientes, como Sapore, Nestlé e Intercity Hotels. Tinha como clientes alvo as redes varejistas, hotéis, shopping centers e até associações comerciais (que poderiam montar marketplaces para seus associados). Portanto, o fit com a B2W, uma rede varejista, fica claro.

Interface do app da Shipp (Foto: Shipp/Divulgação)

ENTENDA A ESTRATÉGIA

A aquisição da Shipp tem o objetivo de permitir a entrada da B2W no setor de Ultra Fast Delivery (entregas em poucos minutos). A meta é melhorar a experiência dos consumidores na categoria de food delivery, além de expandir a categoria "Mercado" para novas localidades. Outro objetivo é auxiliar nas soluções O2O (Online to Offline), que funcionam como uma ponte entre pedidos online e lojas físicas, também conhecido como ship from store, hoje operado pela Ame Flash, plataforma proprietária da B2W que conta com mais de 20 mil entregadores e presença em mais de 700 cidades. 

Já a aquisição da Packk deve auxiliar os comerciantes que vendem através dos marketplaces da B2W e precisam de auxílio em todo o processo envolvido na logística de entrega. Além disso, a gigante pode oferecer os serviços como um opcional aos terceiros que vendem através de sua plataforma ou integrar completamente o serviço como uma vantagem competitiva às outras opções de marketplaces online.

POR QUE IMPORTA?

Os movimentos de aquisições frequentes por grandes players do mercado de varejo online, como B2W e Magazine Luiza, vêm se tornando cada vez mais frequentes. A estratégia é oferecer o máximo de serviços dentro de um só app, tendência que vem sendo chamada de super app. 

O objetivo dos super apps é que o cliente cada vez mais não precise ter múltiplos aplicativos para consumir diferentes produtos, aumentando a consolidação das ofertas e a proximidade do usuário do app à marca: se um consumidor da Americanas abrisse uma vez por mês o app para comprar um produto, por exemplo, havia menos afinidade com a empresa - com os super apps o objetivo é que você aumente a frequência de contato com um determinado aplicativo e, com isso, se identifique mais com a marca.

A tendência dos super apps começou na China, com o WeChat - aplicativo chinês que integra desde um mensageiro eletrônico (como o WhatsApp), sistema de pagamentos, reserva de hotéis, até agendamento de consultas médicas. A ideia deu tão certo que o WeChat se tornou importante para a digitalização da sociedade chinesa. Hoje, o app oferece até mesmo um sistema de identificação digital dos cidadãos, como se fosse um RG digital.

No Brasil, a possibilidade de haver apenas dois apps monopolizando o mercado como ocorre na china (WeChat e AliPay) é baixa. Há inúmeras empresas disputando o espaço e a tendência que se observa é a absorção de concorrentes da mesma área, mas não de um aplicativo único que ofereça serviços de outros segmentos. Conheça alguns dos candidatos a super app no Brasil:

  • WhatsApp (mensagens)
  • Mercado Pago, Ame, PicPay (carteiras digitais)
  • Uber, 99 (mobilidade)
  • iFood, Rappi (entregas)
  • Mercado Livre, Amazon, Magazine Luiza, B2W (Americanas, Shoptime e Submarino) (e-commerce)

Como dá pra perceber, a lista é longa. E embora alguns destes acabem entrando em áreas distintas do seu foco, como o oferecimento de pagamentos pelo WhatsApp, há uma pluralidade de ofertas que ainda deve perdurar por muito tempo. Além disso, não basta que a empresa declare que oferece um super app, não é questão de nomenclatura: o que define um super app é a oferta de serviços diversos e a alta recorrência de acesso por parte dos usuários.

Invista em startups com a CapTable