Inicio

Artigos

Aulas

Cursos

Eventos

Em breve

Programas

Em breve

Podcasts

Em breve

Web Séries

Inicio

Artigos

Aulas

Cursos

Eventos

Em breve

Programas

Em breve

Podcasts

Em breve

Web Séries

article image

5 estratégias para vender mais agora

Duas lives que fizemos aqui na StartSe, na semana passada, discutiram as transformações que estão acontecendo no varejo de esportes e no varejo de alimentação – cujos aprendizados podem ser aplicados a outros setores. Marcio Kumruian, fundador da Netshoes, que recentemente foi adquirida pelo Magazine Luiza, falou, entre outras coisas, do efeito local que a pandemia tem criado sobre o consumidor e que abre oportunidades para pequenos e médios varejistas.

Os grandes varejistas hoje têm limitações logísticas para fazer seus produtos e serviços chegarem às casas das pessoas. Neste cenário, o pequeno e médio empreendedor (PME) do varejo, que está mais próximo do seu mercado consumidor, pode ganhar mercado. A Netshoes oferece, por meio de parcerias de negócios, o seu marketplace que possui milhões de acessos diários, para que PMEs vendam por meio de sua plataforma. Ganham os dois. A Netshoes que amplia seu cardápio de produtos e as PMEs, que expandem o seu mercado local.

Lição 1: Faça parcerias que podem acelerar o seu acesso a novos mercados. Além da Netshoes, para o segmento de esportes, há o shopping virtual do Magazine Luiza,  o Mercado Livre, a plataforma da Olist, entre outras.

Um ponto importante: ter um mindset digital é essencial. Afinal, as ofertas e as vendas estão acontecendo pela internet. Portanto, aprenda a vender pela internet. Esse assunto é tão crítico que nós na StartSe críamos um curso para ensinar a vender pela internet. Segundo, ter uma boa estratégia de conteúdo (artigos, lives, posts no Instagram) atrelada a oferta do produto ou serviço online é fundamental para impulsionar as vendas.

Lição 2: É hora de mostrar a sua cara na internet. Como já foi dito, as ofertas e as vendas estão acontecendo pela internet. E vão continuar assim daqui para frente.

Já Alexandre Canatella, diretor de negócios digitais do Carrefour Brasil e fundador da foodtech Cybercook (mais de 100 mil receitas e 2,4 milhões de usuários únicos), que há dois anos foi adquirida pelo gigante do varejo numa estratégia de acelerar o processo de transformação digital do Carrefour (entre outras coisas, oferecendo online os produtos das receitas que o consumidor acessa no site do Cybercook – veja um exemplo de conteúdo atrelado à oferta de produtos), falou dos novos hábitos de consumo na indústria da alimentação.

Para Canatella, as pessoas estão mais atentas para o desperdício de alimentos e ainda mais cientes da necessidade de se alimentar melhor, de forma saudável. Saindo da pandemia, ele acredita que esses hábitos serão incorporados ao cotidiano e vão ter um efeito enorme sobre toda a cadeia de produção e distribuição de alimentos. Para saber mais, veja o vídeo.

O Carrefour viu a possibilidade de crescer digitalmente olhando essas tendências não só liderando o comércio eletrônico de alimentos, mas também com a ambição de liderar a revolução de como o consumidor interage com o produtor do alimento e como ele se informa sobre o alimento. O grupo olha isso como parte da sua estratégia de negócios.

Lição 3: A loja é parte da experiência mas não é a única. O consumidor compra na loja mas busca outros caminhos, e o ponto de contato físico fica sendo complementar ao digital.

Aprenda a vender pela internet: Nunca foi tão fácil ter seu e-commerce e gerar uma fonte de receita extra para o seu negócio

Futuro multicanal

Já para o executivo Artur Grynbaum, presidente do Grupo Boticário, a pandemia mudará as premissas da sociedade, do consumo, da economia e, consequentemente, os planos da empresa de cosméticos. Após registrar R$ 13,2 bilhões de faturamento em 2019, uma alta de quase 10% sobre o ano anterior, o Grupo Boticário viu, pela primeira vez na história, a receita da empresa “zerar” em março deste ano, com o fechamento de suas lojas e fábricas, como efeito do Covid-19.

A reação imediata da empresa foi adiar novos lançamentos, focar nas vendas de produtos da categoria de higiene pessoal e colocar força total nos meios digitais. Lições importantes aqui, que já foram abordadas em outras de nossas newsletters: foco nos seus produtos álcool gel. Em 2019, o Grupo Boticário adquiriu o e-commerce Beleza na Web que tem ajudado a companhia a manter vendas durante o isolamento social.

Lição 4: Otimize seus canais de venda. Segundo Grynbaum, o futuro será ainda mais multicanal. Cada vez mais os negócios “offline”, como vendas diretas e o varejo tradicional, precisarão estar totalmente interligados com os canais “online”.

Fusão entre o físico e o digital

O futuro dos negócios será cada vez mais “fisital” (união de físico e digital), para usar uma expressão que o consultor Darrell K. Rigby, sócio da Bain & Company, utilizou em um artigo de 2015 da Harvard Business Review, mas que continua mais atual do que nunca.

Segundo Rigby, todo empreendedor precisa de uma lente “fisital”, pois ela “mudará a forma como as pessoas percebem e administram praticamente todas as atividades na vida e nos negócios”.

Lição 5: Adote uma nova lente de negócios. Diz Rigby: “tente usá-la, distancie-se de sua cadeia de experiências com clientes para entender como as tecnologias digitais se aplicam. Integrar o físico e o digital promete transformar praticamente todos os elementos de praticamente todas as empresas, incluindo a sua.”

Em tempo, o esforço online do Boticário, durante a pandemia, está valendo a pena, diz Grynbaum. O Grupo teve um acréscimo de 34% em receitas vindas de novos consumidores, por meio do e-commerce. Ainda assim, o executivo vê que a recuperação do Boticário virá apenas em 2021.

Certamente, a Netshoes/Magalu, o Carrefour e o Boticário vão sair desta crise como novas empresas, no sentido de que vão agir diferente do que vinham fazendo até aqui. O efeito local, a maior consciência do consumidor com relação aos pequenos desperdícios, e a fusão entre o físico e o digital podem estar criando novos negócios neste exato momento ou matando aqueles que não estão percebendo essas mudanças.

E você, já começou a agir para atender online às novas demandas dos seus clientes? Se precisar de ajuda para explorar o ambiente online e vender mais, dê uma olhada aqui.